Os Avanços Brasileiros

27 mai

Com um eficiente programa de apoio a pesquisas, o Brasil vem dando grandes passos em direção à vacina e tratamento da Aids

Depois que o vírus HIV foi descoberto em 1983, começaram inúmeras iniciativas para o desenvolvimento de uma vacina que erradicasse esta doença já espalhada pelo mundo inteiro. Em 1992, mais de 10 fabricantes pesquisavam tanto as vacinas para prevenção da infecção, quanto as que visavam a evolução da doença em um paciente já infectado. Naquele momento, houve a grande descoberta da diversidade do vírus variante de diferentes populações e características regionais. A partir de então, tornou-se necessário o esforço individual de cada país.

 Um ano antes, o Brasil havia sido escolhido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como potencial realizador de estudos e testes da vacina anti-HIV. Atualmente, o país tem produção razoavelmente grande de pesquisas em relação à AIDS, como resposta de políticas governamentais eficientes. O programa do Ministério da Saúde e Governo do Estado de São Paulo (veja matéria sobre os 25 anos do programa) teve início praticamente desde o surgimento da epidemia no Brasil e conta com apoio privado das agências de fomento CNPQs e as FAPs (em São Paulo, a Fapesp).

A referência na pesquisa

26 mai

No CRT/Aids, referência em DST no Brasil, são feitos desde as pesquisas até tratamento para Aids e outras doenças

Atualmente, o Estado de São Paulo possui um dos principais trabalhos em relação à pesquisa e tratamento ligados a DST/AIDS. Para isso, o governo criou o CRT/AIDS (Centro de Referência e Treinamento de DST/AIDS). Nele existem vários núcleos, de pesquisa da vacina, pesquisa da doença, tratamentos a captação de voluntários.

Gabriela Calazans, psicóloga especializada em saúde coletiva pela Universidade de São Paulo e coordenadora do Núcleo de Educação Comunitária da Unidade de Pesquisa de Vacinas Anti-HIV no CRT,  analisa  que o Brasil tem uma pesquisa muito extensa e produtiva, devido principalmente ao incentivo que recebe do governo para esses estudos.

A AIDS surgiu na década de 1980. Em 1982 foi descoberto um vírus que causava a doença e que estava relacionado com aqueles sintomas e mortes. No Brasil, os estudos da vacina se iniciaram na década de 90, quando aconteceram os primeiros testes de pesquisas em vacinas.

Identificado o vírus, foi possível desenvolver um teste para diagnosticar as pessoas que estavam infectadas pelo vírus e manifestavam sintomas. Estas passaram a ser denominadas “soropositivas”, que configuram o grupo dos que são portadores do vírus, mas não o manifestam. Assim surgiu tentativa nacional de formar centros de pesquisa para eficácia dos estudos.

As pesquisas para vacinas são divididas em diversas fases, que têm início com os testes em animais e seguem até a liberação para humanos. Gabriela faz um panorama dessas fases e da posição do Brasil nesse contexto.

As vacinas preventivas

A busca do entendimento do sistema imunológico humano

O momento atual do desenvolvimento da vacina

Brasil tem mais de uma referência na pesquisa

25 mai

A USP também possui uma vasta pesquisa na área de DST e principalmente na Aids e sua vacina

O médico Edécio Cunha Neto é chefe do Laboratório de Imunologia Clínica e Alergia do Hospital de Escola de Medicina da Universidade de São Paulo e coordena a principal vertente de pesquisa da vacina da Aids no Brasil. As pesquisas já estão na fase de testes com primatas, mas ainda esperam autorização para iniciar os testes com humanos.

Nossa reportagem foi até seu laboratório para conhecer um pouco mais das pesquisas no Brasil e no mundo.

Qual o estágio em que a vacina se encontra atualmente no Brasil?

Nós estamos encontrando e testando novas modalidades de vacina que incluem os mesmos pedaços de HIV que tínhamos identificado anteriormente e que têm uma chance maior de desenvolver uma resposta forte em humanos. Nós temos uma programação que inclui mais testes em macacos em colaboração com o grupo da universidade de Winsconsin (EUA) e, no futuro, fazer um teste com esta vacina, em humanos.

Quais os fatores que impedem que as pesquisas cheguem à fase clínica no Brasil?

Os testes, especialmente aqueles realizados em macacos, são bem custosos, tendo uma ordem de magnitude pelo menos dez vezes maiores que daqueles realizados até agora em camundongos, porque a manipulação e aquisição dos macacos é muito onerosa. Isso tem sido um obstáculo, pois é difícil conseguir os recursos no exterior para um grupo brasileiro e não é muito fácil conseguir isso a partir de fontes brasileiras para custear esta parte do estudo no exterior. E a parte do ensaio clínico também é bastante onerosa.

Quais são as expectativas em relação ao avanço das pesquisas no Brasil?

Hoje, além da nossa própria pesquisa de vacina, há alguns outros grupos pesquisando uma vacina também, em camundongos. Isso tudo começou em 2006, mais ou menos. Existe também um grupo em Pernambuco que está fazendo o desenvolvimento de uma vacina diferente, que nós chamamos de uma vacina terapêutica. Essa vacina é aplicada em pacientes que já têm a infecção pelo HIV e ela tem a intenção de melhorar a resposta imune destes pacientes e, teoricamente, diminuir a necessidade deles de remédios contra o HIV .

Confira em vídeo a entrevista na íntegra:

Estimativa pelo Mundo

24 mai

A AIDS é uma doença que se espalha pelo mundo desde 1980. Na imagem a seguir seguem alguns números da doença por continentes.

A África continua sendo o país com maior número de pessoas infectadas e consequentemente de mortes, segundo os dados da UNAIDS, organização das Nações Unidas, juntamente com a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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